sábado, 24 de agosto de 2013

2. FATOR ANATÔMICO – INTEGRIDADE DA ANATOMIA

INTEGRIDADE DA ANATOMIA: Consiste nas alterações do órgão reprodutor que podem impedir o encontro do espermatozóide com o óvulo dentro das tubas (ou trompas) e a conseqüente fecundação.

ÚTERO, TROMPAS E OVÁRIOS: O útero e as trompas devem exibir normalidade na sua anatomia e no seu funcionamento. Estas alterações ocorrem em 20 a 30% dos casos de esterilidade. Além das causas inflamatórias, traumáticas, cirúrgicas malformações, mioma, etc…, cumpre assinalar o papel dos fatores emocionais. O stress pode ocasionar alterações do peristaltismo das trompas (movimento que elas fazem para fazer com que o óvulo, fecundado ou não, caminhe dentro delas), comprometendo a captação e o transporte do óvulo. Alguns exames podem ajudar a detectar melhor possíveis problemas. São eles:

Histerossalpingografia: Em casos que demonstrem anormalidade, pode se seguir de laparoscopia e histeroscopia diagnósticas para prosseguir a avaliação. É interessante observar que até 20% das histerossalpingografias normais mostram anormalidade na vídeolaparoscopia.
Orientações: O exame deverá ser realizado entre o 8º e 10º dia do ciclo; Ligue para marcar o exame na clínica especializada no 1º dia do ciclo menstrual, a fim de receber eventuais informações complementares, como o uso de analgésicos antes do exame.  

Histerossonografia: É um exame que pode ser realizado no próprio consultório. Uma sonda especial é colocada no útero por via vaginal e através desta injeta-se um fluído que distende a cavidade uterina, caminha em direção às trompas e atinge a cavidade pélvica. Este procedimento é acompanhado pelo ultra-som e nos permite avaliar a anatomia da cavidade uterina e, indiretamente nos dá a idéia da permeabilidade tubárea pelo acúmulo de líquido intra abdominal atrás do útero, entretanto, não substitui a histerossalpingografia para avaliação das trompas.

Ultra-sonografia Endovaginal: É um instrumento importante na avaliação inicial da paciente infértil. No passado, eram necessários procedimentos mais agressivos para averiguar anormalidades ovarianas e uterinas. Com o uso do ultra-som vaginal, hoje é mais fácil e segura a avaliação dessas estruturas pelo médico. Pode-se usar o ultra-som vaginal para diagnosticar uma variedade de problemas:

Uterinos:

  • miomas uterinos (tamanho e localização);
  • anomalias estruturais, como útero bicorno ou didelfo;
  • alterações funcionais e anatômicas do endométrio.
Ovarianos:
  • Cistos;
  • Tumores;
  • Aspecto policístico.
O ultra-som vaginal pode também diagnosticar problemas ovarianos e, conforme descrito no capítulo anterior, muito útil ao se acompanhar uma paciente através da fase ovulatória de seu ciclo e avaliar a presença do folículo dominante. Quadros como cistos foliculares ou dermóides e endometriomas podem ser facilmente visualizados com o uso do ultra-som vaginal;

Videolaparoscopia: É um exame muito útil e sofisticado, feito em ambiente hospitalar sob anestesia geral. Através de uma microcâmera de vídeo introduzida no abdome por meio de uma incisão mínima na região do umbigo, visualizamos os órgãos genitais: útero, trompas, ovários e órgãos vizinhos. Com esse aparelho fazemos um “passeio” pelo aparelho reprodutor feminino. Vemos tudo com magníficos detalhes na tela do monitor. Permeabilidade tubárea, aderências e ENDOMETRIOSE são diagnosticados dessa forma e podem, ao mesmo tempo, ser tratados cirurgicamente sem a necessidade de cortar o abdomen. Este equipamento permite a introdução de pinças especiais, para a realização de atos operatórios, corrigindo muitas das alterações, como liberar os tecidos aderidos, cauterizar e vaporizar focos endometrióticos (LASER ou Corrente Elétrica), coagular sangramentos e até realizar cirurgias maiores se for necessário (miomas, cistos, gravidez tubárias, etc …)
O diagnóstico e o tratamento cirúrgico por VIDEOLAPAROSCOPIA deve ser feito por profissionais com experiência em infertilidade e microcirurgia. Ao se detectar determinada alteração durante um exame, o cirurgião especializado em Reprodução Humana deverá ter experiência e capacidade para discernir as reais vantagens de um tratamento cirúrgico. Caso contrário, os traumas dessa cirurgia poderão piorar ainda mais a saúde reprodutiva dessa paciente.

Videohisteroscopia: Pode ser feita em consultório e permite sem qualquer tipo de corte, o exame do interior do útero (endométrio). Através da mesma microcâmera utilizada no exame anterior, introduzida no canal vaginal, diagnosticamos na cavidade uterina a existência de alterações como miomas, pólipos, malformações e aderências, corrigindo-as, quando necessário, pela mesma via, cirurgicamente.

COLO DO ÚTERO: O muco cervical, como já vimos, é extremamente importante no processo de fertilização, pois é nele que o espermatozóide “nada” em direção ao óvulo a ser fecundado. Alterações no colo uterino são responsáveis por 15 a 50% das causas de esterilidade. A análise desse fator é feita através da avaliação do muco cervical, da videohisteroscopia e da colposcopia.

ADERÊNCIAS: É o fator causado pela presença de obstáculos (aderências) na captação dos óvulos pela(s) trompa(s). Geralmente, é proveniente de infecções pélvicas, endometriose ou cirurgias nesta região. O diagnóstico inicial é sugerido pela histerossalpingografia, mas a confirmação é feita através da videolaparoscopia, o único exame que permite o diagnóstico definitivo e, concomitantemente, o tratamento cirúrgico. Quando não for possível a resolução pela via endoscópica, deveremos realizar a cirurgia pelas técnicas convencionais, levando-se em consideração os princípios da micro-cirurgia.
1. – Fator Hormonal e Fator ovariano: Problemas de hormônio e da ovulação;
2. – Fator Anatômico: Pesquisa da integridade anatômica do útero, trompas, colo uterino e aderências;
3. – Fator Imunológico : Pesquisa da “Incompatibilidade”, “hostilidade”, “alergia” – entre os gametas masculinos e femininos;
5. – Fator Masculino;
6. – Fator Endometriose.

 

1. FATOR OVARIANO E FATOR HORMONAL

Este fator representa 50% dos casos de esterilidade, por falta total de ovulação (anovulação) ou por um defeito da mesma (disovulia – insuficiência de corpo lúteo).
A pesquisa da ovulação se faz através de exames de sangue e USG.

Dosagens hormonais: São realizadas durante o ciclo menstrual, procurando-se avaliar a real existência, a qualidade e a época da ovulação. Devem ser feitas na época adequada e os hormônios dosados são geralmente: FSH, LH, ESTRADIOL, PROLACTINA e PROGESTERONA entre outros, que poderão ser indicados de acordo com as suspeitas diagnósticas (Tireóide, etc).

Ultra-sonografia transvaginal seriada: Através deste exame, que é repetido algumas vezes durante o ciclo ovulatório, pode-se prever a ROTURA DO FOLÍCULO.
Nos momentos que antecedem a ovulação, o folículo atinge seu tamanho máximo, mais ou menos 20 mm, formando um pequeno cisto (cisto funcional). Com a ovulação, este cisto se rompe e o óvulo é encaminhado para o útero, através da trompa uterina, onde deverá ser fecundado, passando a se chamar embrião.

Biópsia de endométrio: Fornece material para exame microscópico e pode ser realizada no próprio consultório durante o exame de videohisteroscopia, ao redor do 24º dia do ciclo menstrual. O exame deste material permite avaliar também a ação efetiva dos hormônios.
Antes de mais nada acho legal explicar para vocês que somos uma das espécies mais inférteis da natureza. Cada casal sem nenhum probleminha de fertilidade, com tudo tinindo de lindo, em média, tem 20% de chance de alcançar uma gravidez em cada mês (por ciclo fértil), alcançando 80-85% em um ano.

A idade também fala muito alto, infelizmente. As chances mensais em cada faixa etária da mulher são:

  • Faixa até 20 anos: 25% 
  • Faixa entre 21 e 30 anos: 20% 
  • Faixa entre 31 e 35 anos: 15% 
  • Faixa entre 36 e 39 anos: 10% 
  • Faixa entre 40 e 44 anos: 5% 
  • 45 anos ou mais: abaixo de 3%
Você deve estar se perguntando, só isso de chance num mês?
Eu te explico, a parada é sinistra, tudo, eu disse TUDO tem que dançar no mesmo ritmo da música, acompanhe (vou explicar bem basicamente, eu diria até que porcamente para não me estender tanto):

- Hormônios devem estar ok para você ovular regularmente, opa, primeiro impecilho, não pense que mesmo regulada em um ano você irá ovular todos os meses, não minha flor! A média é de 8 a 10 vezes ao ano, quando se está na faixa dos 25 a 30 anos, ou seja, podem ocorrer ciclos sem ovulação sem que isso seja um problema propriamente dito;

- Pensando que você você ovulou esse mês, próximo passo, o muco deve estar bom para receber os espermatozóides e não eliminá-los logo que entrem na sua "amiga". Falando nos espermatozóides, eles também precisam estar em boa quantidade, saudáveis e móveis;

- Muco e espermatozóides ok, próximo passo, suas trompas devem estar móveis, desobstruídas e funcionais para receber o óvulo e para que o espermatozóide caminhe;

- Trompas lindas, lá vem os espermatozóides, opa, cadê o óvulo? Você ainda não ovulou, bom ele pode esperar até 72 horas então é bom que você ovule logo, rs.
A situação inversa também pode ocorrer, você ovulou, óvulo lindo descendo pela trompa, olhando para todos os lados e, cadê os espermatozóides? Para piorar, o óvulo só pode ser fecundado até 12 hora pós ovulação. Concluindo: óvulo e espermatozóide devem estar em sintonia, do contrário, baubau;

- Óvulo e espermatzóides se encontraram, agora lá vem mais uma etapa, algum dito cujo precisa conseguir penetrar o óvulo;

- Digamos que o óvulo encontrou os espertazóides, um querido conseguiu penetrar o óvulo, óvulo fecundado! Todo comemoram! Só que não... ele precisa chegar até o útero, e tem mais, o endométrio (camada que reveste o útero, digamos que a caminha para o óvulo fecundado se aninhar) precisa estar na espessura ideal;

Gente! Perceberam quantas etapas precisam estar em perfeita sintonia? Calma, sei que sabendo disso  dá vontade de chorar, surtar, desmaiar, tudo junto e misturado. Mas depois, pensando bem, rola até uma certa tranquilidade, se você tenta a menos de um ano e não conseguiu ainda, pode ser apenas questão de falta de sorte mesmo!

Lembrando que antes de começar a tentar, o ideal é procurar seu ginecologista, contar que planeja engravidar, o mesmo vai lhe informar (ou deveria) sobre os passos a seguir, provavelmente receitar ácido fólico e realizar uma bateria de exames de praxe (se não pediu e não te informou nada, conselho: mude de médico!). Se tudo estiver ok, é o seguinte, se você tem menos de 35 anos, o recomendado é só procurar ajuda profissional para investigar a fundo algum problema, depois do primeiro ano completo de tentativas. Se você tem 35 anos ou mais, o recomendado é buscar ajuda depois de 6 meses sem sucesso.

A infertilidade afeta, aproximadamente, 1 em cada 5 casais e sua origem pode estar ligada a problemas masculinos (40%), femininos (40%) ou a uma combinação de ambos (15%). Nos outros 5% dos casos, não há causa aparente. Para um diagnóstico preciso da infertilidade é necessário uma investigação detalhada do casal, envolvendo avaliação clínica e laboratorial. De uma forma didática, são cinco os fatores que devem ser pesquisados e que podem atrapalhar um casal para ter filhos:



Remédio que eu estou tomando para diminuir a minha Prolactina, tenho que tomar 2x por semana, meio comprimido,  durante 30 dias, o remédio custou para mim R$290,00 ( 8 comprimidos)  e depois tenho que fazer um novo exame....
Chá de INHAME = Fertilidade + possibilidade de gravidez múltipla.


                                    
RECEITA:

                               
CHÁ DE INHAME

Modo de preparo: Retire a casca de um Inhame e ferva em 1 copo (requeijão) de água.

Posologia: Tomar em jejum 1/2 copo, durante 7 dias, de preferência a partir do 7º dia do ciclo até o 14º.

Ação esperada do medicamento: super estimula a produção dos ovários promovendo a liberação de 2 (dois) ou mais óvulos e/ou prolonga o período fértil, fazendo durar o tempo disponível do óvulo para fecundação.

Efeitos colaterais: pode provocar nauseas, diarréias e vômitos.

Precauções: qualquer sintomas adversos suspender o uso do medicamento.

Contra Indicações: Não utiizar em crianças, gestantes, pessoas com disfunções intestinais e idosos.


OBSERVAÇÕES IMPORTANTES!


1. O Chá tem que ser consumido no mesmo dia, como a casca fica embaixo da terra, tem que ferver muito bem, uns 5 minutos no mínimo!, então praticamente 1/2 copo acaba evaporando...

2. Não faz mal tomar, mas para quem não quer tomar a baba gosmenta, pode retirar só a casca, raspando cuidadosamente com a faca, ao invés de ir cortando.

3. O melhor inhame é o tipo (chinês) aquele redondinho e cabeludinho, pois a casca tem mais propriedades.


Observação: Cuidado com o tipo de inhame que for utilizar, pois há alguns tipos de inhame que pode ser tóxicos à saúde.



Meninas que forem tomar, relatem aqui os sintomas pós chá, para que todas possamos acompanhar o tratamento utilizando o inhame como um indutor natural.

Olá amigas, esse é o 1º dia do meu diário pessoal, para vocês saberem vou dizer quem sou eu!


Meu nome é Arlene Castro, tenho 31 anos, sou casada há 12 anos com Roberto Abrahão e moro na cidade do Rio de Janeiro, o meu grande sonho é ter um filho.