domingo, 25 de agosto de 2013


Sonhar....

Sonhar a cada vinte e um dias
com seu sorriso,
e desejar que a primavera brote no ventre.
Tentar para que o amor não se acabe no momento
e permaneça dentro si ...para sempre.

São tentantes
estas guerreiras que amamentam sonhos de ninar!
São tentantes
estas sonhadoras que , muitas vezes, com lágrimas guerreiam...

E a cada ciclo renovam as suas forças
e com a espada da vida desafiam
diagnósticos, pesadelos e tragédias...

E a cada estação que seu corpo aponta
elas enfrentam os medos,
as inseguranças e lutam.

São tentantes
e sem saber já são mães...
pois carregam no coração
o embrião de um sonho,
o sonho de um milagre...

...o milagre da Vida!

Medicamentos utilizados nos tratamentos de infertilidade

A ovulação sem medicamentos
O ciclo menstrual reflete a integração de um mecanismo hormonal em perfeita sintonia, que culmina com a ovulação de um único óvulo. Embora o mecanismo de ovulação ocorra no ovário, as ordens desse processo hormonal partem de uma área do cérebro chamada hipotálamo, que trabalha em harmonia com uma glândula próxima chamada hipófise. Essas duas glândulas coordenam o funcionamento do ovário que, por sua vez, produz os óvulos e o hormônio estrogênio, que prepara o útero para receber o futuro bebê.

O ovário contém milhares de óvulos, mas em todo ciclo menstrual natural, somente um deles alcança o pico ovulatório. Esse processo inicia-se logo após o começo da menstruação, quando o hipotálamo manda uma mensagem para a hipófise liberar um hormônio chamado FSH (Hormônio Folículo Estimulante). Essa substância estimula os ovários que escolhem, nesse ciclo natural, um folículo, às vezes dois (gestação gemelar natural), para se desenvolver em de 10 a 14 dias, até a data da ovulação. Nestes dias do desenvolvimento, o folículo produz o hormônio estrogênio, responsável pelo crescimento do endométrio no interior do útero. Quando ele alcança o diâmetro aproximado de 18 mm – e isso significa que já está maduro –, manda uma mensagem para a hipófise, que aumenta o hormônio LH (Hormônio Luteinizante), e este determina a ovulação. Assim que o óvulo se desprende do ovário e é captado pela tuba, deve, em 24 horas, entrar em contato com os espermatozoides para fecundação. Após esse fenômeno, inicia-se a migração pela tuba do embrião recém-formado, em direção à cavidade uterina – percurso este que deve durar cerca de quatro dias. Neste momento resta no ovário o corpo lúteo, que é a parte do folículo que ficou lá após a ovulação, e inicia-se a produção do hormônio progesterona, que finaliza a preparação final do endométrio para receber o embrião. Pode-se, neste caso, fazer a analogia com o ovo da galinha. O óvulo corresponde à gema que saiu de dentro do ovo, e a clara e a casca correspondem ao corpo lúteo que ficou no ovário.
Com a implantação do embrião, o ovário mantém a produção de estrogênio e progesterona, causando um ambiente ideal para o desenvolvimento do embrião e a integridade do endométrio. Se não houver a implantação, ou seja, não ocorrendo a gravidez, os hormônios desabam em 14 dias e ocorre a menstruação.

Todo esse processo serve de base para os tratamentos de fertilização. Eles devem ser individualizados pela idade da paciente, os problemas médicos que envolvem cada caso e a logística (distância da residência ou trabalho da paciente ao centro de reprodução humana), além dos fatores financeiros, morais e religiosos. De um modo geral, os tratamentos são diferentes uns dos outros, mas devem ser comparados entre si quanto à taxa de sucesso de gravidez, desconforto, complicações e custo. Entretanto, todos têm o objetivo de aproximar ao máximo o óvulo do espermatozoide e obter a gestação, desde os mais simples – como a indução da ovulação ou o coito programado, que sincroniza o dia do ato sexual com o dia provável da ovulação – até os mais complexos, como a fertilização in vitro.

Os medicamentos orais nos tratamentos

As medicações utilizadas nos tratamentos buscam melhorar a qualidade e o número dos óvulos, embora este aumento deva ser ponderado pelo médico e proporcional aos tratamentos executados. Obter muitos óvulos e arriscar a gestação de múltiplos em nenhuma hipótese deverá ser objetivo dos tratamentos.
Os medicamentos podem ser tomados por via oral ou injetável. O Clomiphene (nomes comerciais: Serophene, Clomid ou Indux) é uma droga conhecida desde 1967 e age na hipófise, fazendo com que essa glândula “acredite” não ter no organismo o estrogênio suficiente fabricado pelos ovários. Desta maneira, a hipófise aumenta os níveis do FSH para compensação daquele que está baixo, e assim produz um aumento do estímulo ovariano e, consequentemente, mais óvulos. Esta medicação é útil nos tratamentos que visam corrigir problemas de ovulação, por exemplo, os ovários policísticos. As doses recomendadas são variadas de acordo com o perfil da paciente e o tratamento proposto indicado, que pode ser desde a indução da ovulação para coito programado até tratamentos mais complexos como a fertilização in vitro, muito usada em casos especiais, como de mulheres com mais idade ou com ovários que respondem mal a outras drogas.
O inconveniente do Clomiphene é o efeito deletério sobre o endométrio, que se torna pouco receptivo para a implantação dos embriões. Por essa razão, nos tratamentos mais complexos, os embriões são congelados pela técnica de vitrificação, que produz taxas de gravidez semelhantes aos embriões não congelados, e transferidos para o útero em um próximo ciclo, de preferência natural, isto é, sem o uso de medicações (veja tratamentos:mulheres mais velhas, Mini FIV ou mulheres com FSH mais elevado). Apesar de ser uma droga mais simples e muito conhecida pelos médicos, não pode ser administrada sem controle do ultrassom, pois pode ser responsável por hiperestimulação ovariana e suas consequências. Os efeitos colaterais também não devem ser desconsiderados (gestação múltipla, mal-estar, sudorese noturna e retenção de líquido).
Outra medicação recomendada por via oral são os inibidores da aromatase, cujo principal representante é o Letrozole (nome comercial: Femara). Entretanto, por ter esta indicação “off Label” (fora da bula), tem sido sugerida somente em alguns casos e com restrições. A indicação original do Letrozole é para o combate ao câncer de mama, mas nos últimos anos a sua utilização na indução da ovulação tem suplantado o Clomiphene, por ter menos efeitos colaterais e causar menos prejuízo à qualidade do endométrio.

Os medicamentos injetáveis nos tratamentos

As medicações injetáveis, chamadas de Gonadotropinas ou Gonadotrofinas, são as mais importantes utilizadas nos tratamentos de fertilização, pois são as que levam aos melhores resultados. Esses medicamentos contêm o hormônio FSH, que no corpo humano é fabricado pela hipófise e age diretamente sobre o ovário. Os produtos comerciais com FSH produzidos pela indústria farmacêutica diferem entre si pelo grau de pureza. O FSH puro (Gonal e Puregon) é produzido pela técnica recombinante, ao passo que outros tipos são obtidos por técnicas de purificação sofisticada da urina de mulheres menopausadas (Bravelle). Ambas são eficazes e devem ser injetadas diariamente por via subcutânea. Existem ainda outros tipos de FSH associados ao LH altamente purificado, como o Menopur. O tempo de indução de ovulação para uma paciente varia de 8 a 12 dias, o que se traduz no mesmo número de injeções. Uma nova medicação produzida pelo laboratório MSD, com o nome comercial Elonva (Corifolitropina alfa), reduz o número de aplicações de sete para uma única, de longa duração, o que diminui muito o número de picadas e o inconveniente das injeções diárias, levando um maior conforto para as pacientes.
As medicações hormonais para a indução da ovulação já foram amplamente estudadas como responsáveis por câncer de ovário, mas até hoje nada foi comprovado. O FSH é a medicação de escolha para a maioria dos tratamentos de fertilização in vitro. Outra medicação importante é os bloqueadores da ovulação, utilizados principalmente nos tratamentos de maior complexidade, pois impedem que a ovulação ocorra antecipadamente e os óvulos sejam perdidos antes de serem coletados, nos tratamentos de fertilização in vitro. Existem duas categorias: os GnRH agonistas (Lupron, Synarel e Gonapeptyl) e os GnRH antagonistas (Cetrotide e Orgalutan). Eles são aplicados por injeções subcutâneas ou via nasal (agonistas) e inibem a elevação do hormônio LH, que causa a ovulação.
A escolha de um ou outro é indiferente e vai depender de cada caso e do profissional que trata da paciente. Os agonistas são administrados antes do início da estimulação ovariana, e os antagonistas, aplicados de cinco a seis dias após o início da indução ovulação. Os agonistas podem provocar efeitos colaterais como sudorese noturna, ondas de calor, secura vaginal, dores de cabeça e eventuais reações alérgicas. Os antagonistas causam menos efeitos colaterais, necessitam de menos picadas mas custam mais caro. Entre outras drogas importantes está a gonadotrofina coriônica (hCG), injetável por via subcutânea, que imita a ação do LH produzido pelo organismo. Assim, esta medicação finaliza a maturação ovular. Deve ser utilizada em todos os tratamentos de fertilização assistida, desde o coito programado até a fertilização in vitro. Na primeira hipótese, definem o melhor momento para o ato sexual ou inseminação artificial, e, na segunda, os óvulos são coletados 35 horas após a medicação ser injetada na paciente.
Após ocorrer a fertilização, alguns tratamentos necessitam de suporte hormonal e, por isso, a progesterona deve ser administrada por via intramuscular ou vaginal, em forma de creme ou supositórios. Alguns centros de reprodução humana preferem a progesterona injetável, uma vez que a via intramuscular é dolorosa e deve ser indicada em casos específicos. O estrogênio (oral, transdérmico, vaginal ou injetável) é recomendado em algumas situações para melhorar a qualidade do endométrio, mas é mais frequentemente utilizada em ciclos de doação de óvulos ou transferência de embriões congelados. Ainda neste item, merece ser comentada a utilização, em condições excepcionais, do Sildenafil (Viagra) e da Pentoxifilina (Trental), com o objetivo de melhorar a qualidade do endométrio – mas os benefícios são ainda questionáveis.
A infertilidade é um problema que atinge 15% dos casais que desejam a concepção, e existem inúmeras drogas disponíveis que proporcionam ótimos resultados. Porém, o conhecimento científico e o bom senso na utilização das medicações são essenciais para o sucesso dos tratamentos. Os efeitos colaterais devem ser bem conhecidos pelos profissionais especialistas que as utilizam. Obter os melhores resultados com menos efeitos colaterais e complicações deve ser o objetivo de todos os tratamentos desta especialidade.

Medicamentos utilizados nos tratamentos de fertilização

Observação: As abreviaturas estão explicadas no fim desta tabela
Tipo de Medicamento Nomes Comuns

 

Tipo de Medicamento Nomes Comuns Local de ação Via de administração Finalidades mais comuns Efeitos Colaterais
Indutor da Ovulação
(via oral)
Clomid
Serophene
Indux
Ação no cérebro
( hipotálamo)
VO Indutor da ovulação Gestação múltipla, retenção de líquidos, sudorese noturna e formação de cistos
Femara Inibidor da aromatase
Indutor da Ovulação
=Gonadopropinas (injetável)
Fabricados com 
Urina de mulheres menopausadas
Ação direta nos ovários
Composição

Indutores da ovulação Irritação local,gestação múltipla, retenção de liquido e formação de cistos
Bravelle
Menopur
FSH
FSH/LH
SC
SC
Indutor da ovulação
Fabricados pela engenharia genética


Gonal-f
Puregon
FSH
FSH
SC
SC
Indutor da ovulação
Elonva
(Uma única aplicação dura 7 dias –dispensa aplicação diária)
FSH de longa duração
(Coriofolitropina alfa)
SC Indutor da ovulação para uso em
FIV  -Lançamento previsto para 2º semestre de 2011
Agonista do GnRH Lupron
Gonapeptyl
Synarel
SC
SC
IN
Bloqueia a ovulação antecipada
(pico do LH)
Irritação local,  dor de cabeça, ondas de calor, sour noturno e secura vaginal
Antagonista do GnRH Cetrotide
Orgalutran
SC
SC
Bloqueia a ovulação antecipada
(pico do LH)
Irritação local
e dor de cabeça
Maturação do(s) óvulo(s) Choriomon – hCG urinário
Ovidrel – hCG recombinante
SC
SC
Maturam os óvulos
(CP,IIU e FIV)
Irritação local
Progesterona Preogesterona oleosa
Crinone
Utrogestan
Evocanil
IM
VAG
VAG
VAG
Suporte hormonal de progesterona
(CP,IIU e FIV)
Irritação local
Estrogênio Estrofem
Primogyna
Estradot
Valerato de estradiol
VO, VAG
VO, VAG
TD
IM
CP,IIU,FIV,
Transferência de embriões congelados e
Receptoras
Dores de cabeça. Náuseas e irritação local(T.D.)
Pentoxifilina
Sildenafil
Trental
Viagra e Suvvia
VO Em situações especiais para melhorar o fluxo sanguine do
endométrio
Dores de cabeça e obstrução nasal
Metformina Glifage
Glifage XR
VO Ovários Policísticos ou situações especiais Náuseas e diarréia
Abreviaturas: SC = subcutânea                    
TD = transdérmica        
CP = Coito programado
IM = intramuscular                   
IN = intranasal             
IIU = Inseminação intrauterina
VAG = vaginal                         
VO = via oral               
FIV = Fertilização in vitro

 Conheça passo a passo o processo da       Fertilização in Vitro 

 

 





 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A fertilização in vitro (FIV), conhecida como o método do "bebê de proveta", é um procedimento considerado de alta complexidade, mas bastante seguro e eficiente
Foto: Dreamstime / Especial para Terra
 



Uma das técnicas de reprodução assistida mais utilizadas, a fertilização
in vitro (FIV), conhecida como o método do "bebê de proveta", é um procedimento considerado de alta complexidade, mas bastante seguro e eficiente. É o médico especialista quem deve escolher a técnica de auxílio a ser utilizada no caso de casais com problemas para engravidar. Para chegar ao diagnóstico e ao melhor tratamento, pedirá uma série de exames, que vão mostrar ao especialista a gravidade do caso.















Passo a passo como é a técnica de fertilização in vitro

 
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                                                                  Óvulos 

 

1) Os exames


O tratamento se inicia com os exames para o diagnóstico da infertilidade. Depois de analisar os resultados, o médico vai constatar se de fato o melhor caminho para o casal é o procedimento de fertilização
in vitro (FIV).


  Genéticos, Cariotipo  com Banda G, Microdelação no Cromossomo


O procedimento de fertilização
in vitro se inicia junto do ciclo menstrual da mulher. Primeiramente, ela vai à clínica para ser submetida a uma ultrassonografia. Durante o exame, o médico vai identificar se tudo está em ordem com o útero, as trompas e os ovários.














2) Medicação

Feita a ultrassonografia, a paciente é submetida à medicação. "A estimulação ovariana é feita diariamente por meio de injeções subcutâneas. Em média, são de oito a nove dias de medicação. Paralelamente, a cada três ou quatro dias, vamos fazendo ultrassonografias para medir o número e tamanho dos folículos"

Segundo o médico, quando os folículos chegam a 18 milímetros, eles já estão maduros e está chegando a hora de fazer a retirada dos óvulos. "Quando chega esse momento, nós injetamos na paciente uma medicação que completa a maturação do óvulo. A coleta do óvulo é feita 36 horas após a tomada do medicamento", esclarece o especialista.















3) Retirada dos óvulos

Para retirar os óvulos da paciente, ela é submetida a uma punção. Antes do procedimento, ela será sedada com um anestésico para que não sinta a leve picada da agulha da punção.










Depois de retirado os óvulos, eles vão para as mãos do biólogo e para a fertilização no laboratório. A paciente fica de repouso por aproximadamente 30 minutos até passar o efeito anestésico.














4) Os espermatozoides

O marido vai até a clínica para fazer a coleta dos espermatozoides. Após a coleta, o sêmen passa por um processo de "limpeza" e é feita a seleção dos melhores espermatozoides.


"No caso de homens que tenham passado por uma vasectomia, a coleta é feita por meio de uma punção no testículo", diz o ginecologista.






5) Fecundação

Quando a fertilização
in vitro é a da modalidade "clássica" (a mais comum), depois de colhido os óvulos e os espermatozoides, o biólogo coloca os dois para ¿namorar¿, ou seja, os coloca em um mesmo espaço e espera que um dos espermatozoides selecionados alcance o óvulo. No caso na FIV por inseção introplásmatica de espermatozoide (ICSI), o espermatozoide é colocado diretamente dentro do óvulo pelo biólogo. Feita a fecundação, o biólogo observa diariamente a evolução dos embriões.





6) Transferência dos embriões
De acordo com o especialista, os embriões são transferidos para o útero da mulher cinco dias após a retirada dos óvulos. "Independentemente do método, sempre que possível transferimos os embriões no quinto dia após a coleta, quando eles estão na fase de blastocistos. Mas existem casos em que a transferência tem que ser feita antes, pois os embriões não estão na qualidade esperada", conta Caldeira.






















Os embriões são transferidos por meio de um cateter que é inserido no colo do útero da mulher. Uma resolução de 2010 do Conselho Federal de Medicina determina o número máximo de embriões que podem ser transferidos: dois, para mulheres com até 35 anos; três, para mulheres entre 36 e 39 anos; e quatro, para aquelas com 40 anos ou mais.






7) O teste de gravidez

Depois de cerca de 12 dias da transferência dos embriões para o útero, a paciente retorna à clínica para fazer um exame de sangue que vai constatar se ela está grávida ou não. Caso a gravidez seja diagnosticada, uma semana após o teste a mulher vai fazer uma ultrassonografia para uma segunda confirmação. Daí em diante, fará todo o acompanhamento médico previsto em uma gravidez normal.

  Ferramentas para tratamento








                                                   Em fim gravida, 
depois do tratamento, Deus abençoe que a mulher fique gravida!!!!!












sábado, 24 de agosto de 2013

5. FATOR ENDOMETRIOSE

Endométrio é o tecido que reveste o útero internamente e é formado entre as menstruações. Esta “película” solta-se e sai juntamente como sangue, cada vez que a mulher menstrua. Por razões ainda não definidas, esse revestimento pode migrar e se alojar em outros órgãos como ovários, trompas, intestinos, bexiga, peritôneo até mesmo no próprio útero, dentro do músculo. Quando isso, acontece, damos o nome de ENDOMETRIOSE (no útero tem o nome de Adenomiose), ou seja, endométrio fora do seu local habitual. A endometriose é responsável por cerca de 40% das causas femininas da infertilidade. A moléstia não é maligna e em certas pacientes se manifesta apenas discretamente, com leve aumento na intensidade das cólicas menstruais. Em outras, pode ser um martírio, com dores fortes e sangramentos abundantes. Em qualquer uma das situações, seja qual for o grau de endometriose, a Fertilidade pode estar comprometida. Os indícios da existência desta doença podem ser dados, além da história clínica, pela dosagem no sangue de uma substância chamada CA125 e por imagem suspeita vista pelo ultra-som. Novos exames como PCR, SAA, Anticardiolipina IgG, IgA e IgM representam uma opção para pesquisa e tratamentos imunológicos futuros desta patologia. Para confirmar o diagnóstico e graduar o comprometimento da sua própria existência, a VIDEOLAPAROSCOPIA é essencial, podendo-se, através dela obter também a cura com a cauterização e ressecção dos focos. O tratamento clínico medicamentoso complementar é uma alternativa que deve ser avaliada caso a caso.

Amores, se vocês já passaram da fase "normal" de esperar, procurem um bom GO, procure indicações, verifique se o mesmo é realmente profissional de respeito, se for, com certeza ele vai te solicitar os devidos exames ou te encaminhar para um especialista em reprodução. O que você não pode é ficar parada aí chorando as pitangas. Vá a luta! Corra atrás do seu milagrinho!

4. FATOR MASCULINO

A pesquisa da fertilidade no homem é um capítulo importante na reprodução humana, tanto pelas dificuldades quanto pelo misticismo que envolvem a maneira da coleta do material (pela masturbação), além dos preconceitos que ainda existem envolvendo os possíveis diagnósticos (por mais absurdo que pareça). A pesquisa da fertilidade masculina é sempre muito mais simples que a feminina.
É fundamental que se saiba o que é relevante nesta pesquisa para que não nos percamos em resultados superficiais que levam o casal, muitas vezes, a perder tempo e dinheiro, além do desgaste psicológico que envolve este tipo de tratamento.
O fator masculino é responsável, isoladamente, por 30 a 40% dos casos de infertilidade e associado ao fator feminino por mais 20%, cúmplice, portanto, de 50% dos casais com dificuldade para engravidar.
Visto que a avaliação deste fator é relativamente simples e pouco dispendiosa, esta deve ser realizada em todos os casos. Este estudo é baseado na história clínica (antecedentes de infecção, traumas, cirurgias pregressas, impotência, hábitos como alcoolismo, tabagismo, etc…), exame físico, espermograma simples e, e espermograma de capacitação em casos especiais, exames genéticos.

3. FATOR IMUNOLÓGICO

O fator imunológico pode ser considerado causa de esterilidade, pois encontramos, com freqüência, anticorpos no aparelho genital feminino, em especial no muco cervical . O exame básico é o Teste Pós-Coito ou Sims-Huhner, que identifica, sob a luz do microscópico, qual é o comportamento dos espermatozóides em contato com o organismo feminino.
O teste é considerado DEFICIENTE, quando eles se encontrarem imóveis, ao invés de movimentos rápidos, ideais para fecundação normal.
Outros exames para avaliar fatores imunológicos são os anticorpos anticardiolipina, anticorpos antitireoidianos, fator anticoagulante lúpico,fosfatidil serina, células NK, IgA, Fator V de Leiden etc, de indicação restrita. Em casos especiais pode ser ainda solicitado o exame “Cross Match” que avalia a rejeição do embrião pelo organismo materno.